Essa “nova” invenção chamada Reveillon


Você sabia que se comemorássemos a virada do ano como era feito há cerca de 500 anos atrás seria possível passar por vários réveillons ao redor do mundo em um mesmo ano? A consolidação do ano novo na virada do dia 31 de dezembro para o dia 1 de janeiro só foi feita na maioria dos países ocidentais na metade do milênio passado. Antes disso, diferentes culturas comemoravam a virada de ano em diferentes datas, cada uma utilizando um parâmetro diferente.

Festa de ano novo chinês.

A primeira comemoração chamada de festival de ano-novo aconteceu na Mesopotâmia  por volta de 2.000 a C. Na Babilônia a festa era guiada pelo equinócio de primavera, quando o sol está mais próximo da linha do Equador e os dias e as noites têm a mesma duração. No calendário atual, isso ocorre em meados de março, mais precisamente, dia 19 de março, data em que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico. Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano novo no dia 23 setembro e os gregos comemoravam o início de um novo ciclo em dezembro, nos dias 21 e 22.

Entre os séculos VIII e V a.C. os romanos estabeleceram, pioneiramente, uma data no calendário para realizar uma grande festa: 1º de março. No entanto, ela foi trocada para primeiro de janeiro e mantida no calendário juliano, adotado em 46 a.C. Só em 1.852, quando a igreja adotou o calendário gregoriano, foi que consolidou a data.

Reveillon na Times Square, em Nova Iorque

Ainda hoje, na China se comemora a festa de passagem de ano no fim de janeiro ou começo de fevereiro. A comunidade judaica tem um calendário próprio para comemorar a passagem de um ano, chamada de Rosh Hashaná, que ocorre de meados de setembro ao início de outubro do calendário gregoriano. Já para os islâmicos o ano novo é comemorado em meados de maio.

O sopro do shofar, importante ritual do Rosh Hashana. Foto do blog Voices From Russia.

Uma coisa que permanecesse igual para os diferentes povos é, no entanto, a simbologia de renovação que o ano novo carrega. E como toda simbologia, acompanham as crenças, simpatias, mandingas e rituais como vestir peças de roupa novas, fazer promessas (que nunca são cumpridas), fazer pedidos, pular ondas, beijar alguém à meia noite, comer sementes de romã e guardá-las na carteira, oferecer flores para Yemanjá, comer lentilha… e muitas outras! O que importa é que o ano que começa seja sempre melhor que o ano que termina.

Confira alguns roteiros de Réveillon que farão 2013 começar com o pé direito no site da Terra Mundi.

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