Mistérios que você ainda pode ver pelo mundo


Enquanto os desbravadores do velho mundo buscavam novas rotas comerciais para as Índias, depararam-se com o mundo novo, hoje em dia chamado de América. Nele, encontraram paisagens misteriosas e embasbacantes, como as linhas de Nazca, que rasgam o solo adjacente aos pés dos Andes peruanos. Mais ao oeste, quase 900 monumentos que lembram cabeças humanóides jazem naquela que é considerada a ilha habitada mais distante de terra continental, a Ilha de Páscoa. No início do século XIX, um arqueólogo suíço encontra uma cidade cavada por volta do século IV a.C. nas rochas avermelhadas da Jordânia, seguindo lendas, textos antigos e crenças de beduínos locais. Curiosamente, um fenômeno semelhante ocorre na Índia, dando origem ao maior monumento escavado de uma só rocha do mundo, o Templo Kailasa, e cavernas Ellora, feitas pelo Homem quase um milênio depois de Petra, na Jordânia. Não esqueçamos também de um dos mistérios históricos mais famosos da arqueologia: o Stonehenge. Datada de 3000 a 5000 anos, a construção deste monumento presente no sul da Inglaterra conta com 30 principais pedras erguidas em círculo, perfeitamente colocadas de modo que nos equinócios e solstícios o sol nascente passa exatamente pelo meio das fendas deixadas pelos megalitos do monumento.

Confira alguns dos monumentos mais interessantes e misteriosos que ainda podem ser visitados:

Linhas de Nazca:

Pássaro desenhado pelo povo Nasca no deserto

São o mais destacado grupo de geoglifos do mundo. Gravadas nas areias do deserto que margeia os Andes peruanos, cerca de 300 figuras feitas de linhas retas, formas geométricas e figuras de animais e aves permeiam o solo com padrões que são visíveis apenas de grandes altitudes. O que traz a questão de como essas linhas foram feitas, já que não existia nenhuma tecnologia capaz de elevar o desenhista ou quem quer que tenha projetado as linhas alto o suficiente para vê-las. De qualquer maneira, para quem elas foram desenhadas, já que os habitantes locais, os Nascas, que habitaram a região entre os séculos III e VIII a.C., não veriam o resultado final de sua obra? Documentário sobre o tema neste link.

Ilha de Páscoa:

Moais na Ilha de Páscoa

Ainda pouco visitada, a Ilha de Páscoa é a mais remota ilha (mais longe de terra continental) habitada do mundo. Localizada a cerca de 3.500km da costa e considerada um anexo ao território chileno, a pequena ilha de 60 km2 tem 3 vulcões extintos em sua superfície e era originalmente nomeada “Te Pito o Te Henua”, o que significa “O Centro (ou umbigo) do mundo”. O que é realmente curioso, porém, são as famosas estátuas Moai que povoam a ilha inteira. Os moais e os ahus (as plataformas onde os moais eram erguidos) eram usados desde o ano 700 d.C., mas a maioria deles foi esculpido entre os anos 1000 d.C. e 1600 d.C. Há cerca de 250 destas plataformas ahu espaçadas por cerca de um quilômetro uma da outra e a criação de uma linha quase ininterrupta em torno do perímetro da ilha. Outras 600 estátuas Moai, em vários estágios de conclusão, estão espalhadas ao redor da ilha, seja em pedreiras ou ao longo de estradas antigas entre as pedreiras e as zonas costeiras onde as estátuas foram erguidas na maioria das vezes. Quase todos os moais são esculpidos na pedra dura do vulcão Rano Raraku. As estátuas medem em média 4,5 metros e pesam 14 toneladas. Alguns moais chegavam a 10 metros e pesavam mais de 80 toneladas (uma estátua que foi apenas parcialmente extraída do leito rochoso media 20 metros de comprimento e estima-se que teria pesado cerca de 270 toneladas).

Os moais estão espalhados por toda a costa da ilha.

Great Zimbabwe:

Ruínas do Great Zimbabwe

Para quem não sabe, além de ser o berço da humanidade, a África já teve grandes civilizações antigas também. Great Zimbabwe é uma cidade em ruínas, que foi a capital do Reino do Zimbábue durante a tardia Idade do Ferro do país. O primeiro monumento começou a ser construído no século XI e continuou até o século XIV, abrangendo uma área de 722 hectares (1.780 acres) que, no seu auge, poderia ter abrigado até 18.000 pessoas. O Great Zimbabwe funcionou como um palácio real para o monarca do Zimbábue e teria sido usado como sede do seu poder político. Uma de suas características mais proeminentes era suas paredes, algumas das quais tinham mais de 5m de altura e foram construídas sem argamassa. Eventualmente, a cidade foi abandonada e caiu em ruínas.

Machu Picchu:

Vista de Machu Picchu


Os Incas começaram a construir a cidade-estado por volta do ano 1400, mas foi destituída do posto de local oficial para os governantes incas um século mais tarde, no momento da conquista espanhola do Império. Embora conhecida localmente, era desconhecida para o mundo exterior antes de ser trazida à atenção internacional em 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham. Desde então, Machu Picchu se tornou uma importante atração turística.

Os incas nunca usaram a roda de qualquer maneira técnica-prática. A sua utilização em brinquedos demonstra que o princípio lhes era familiar, embora não tenha sido aplicado na sua engenharia. A falta de animais de tração fortes, bem como questões de vegetação densa e terreno altamente acidentado poderiam ter tornado a construção de Machu Picchu impossível. Como eles deslocavam e assentavam enormes blocos de pedras é uma questão que permanece um mistério, embora a crença geral é que eles tenham usado centenas de homens para empurrar as pedras até planos inclinados. Algumas das pedras ainda têm botões sobre elas que podem ter sido utilizados para alavancá-las em posição. Acredita-se que, depois de as pedras serem colocadas, os Incas teriam lixado os botões para tirá-los, mas alguns foram ignorados e podem ser notados ainda hoje. Mais sobre Machu Picchu aqui e aqui.

Se você quiser saber sobre outros misteriosos monumentos deixados por povos antigos, continue seguindo os posts do Blog Terra Mundi!

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